Aquecimento Global – Questão de Humanidade
Há tempos temos ouvido sobre o tema acima.
Questões e Ações práticas para minimizar consumo de energia, custos, papéis etc.
Será que necessitamos esperar por mudanças de lei para começarmos a agir como responsáveis? O quê prevalece: o homem ou a lei?
Ações que podem ser implantadas, no INPE, “num piscar de olhos”:
- Impressão em frente e verso;
- Impressão em duas páginas por folha utilizando o software Fine Print, por exemplo;
- Todos os papéis adquiridos pelo INPE serão do tipo reciclado; O Banco Real (Amro) já faz isso há anos.
- Em outros casos, os fornecedores devem ter comprovantes que os papéis que fabricam são originários (com certificação) de produção própria de madeira / investimento em plantio para fins de produção de papéis;
- Os faxes serão enviados via computador e sem a utilização de papel;
- Uso de VoIP (voz sobre IP) – definitivamente e em massa; Há muitos anos essa tecnologia já poderia ser implantada. Mesmo se tivéssemos utilizado tecnologia de há cinco anos hoje teríamos diminuído tanto os custos de ligações telefônicas que compensaria um novo investimento para aquisição de novas tecnologias nessa área. Desde que saiu o Skipe tenho usado essa técnica e apesar de inicialmente ruim, compensava o custo;
- Aquisição de equipamento que gasta menos energia faz parte dos Requisitos para Compras de Ativos;
- Adequação à norma ISO14001 embora o INPE não seja de produção em larga escala. (Não é porque sou apenas um que me permito jogar uma garrafa de refrigerante no esgoto);
- A área de TI junto com outras, inclusive a GESMT poderia auxiliar a definir diretrizes para minimizar o desgaste ambiental e o custo da manutenção da máquina inpeana.
Talvez seja interessante o INPE ser um dos primeiros órgãos a colocar em práticas ações locais visando a questão ambiental e os custos administrativos.
Segue um pequeno texto sobre o assunto e a tendência nas empresas.
Aquecimento global: é problema da TI?
Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD
20 de março de 2007 – 07h05
A questão relacionada ao aquecimento global saiu do meio acadêmico e começa a figurar em conversas entre pessoas de todas as profissões e idades. Embora alguns cientistas, como o polêmico James Lovelock, acreditem que o problema é irreversível, chefes de Estado do mundo inteiro começam a dar sinais de que se preocupam com esta questão.
De acordo com o inglês Lovelock, o aquecimento global já chegou a um ponto sem volta. Em sua opinião, antes da metade deste século a situação se tornará insuportável aos seres humanos. Embora o ambientalista seja bastante criticado no meio acadêmico mundial, o fato é que foi ele o responsável pela detecção do acúmulo do DDT (pesticida) nos seres vivos, além de ter descoberto que o gás utilizado em aerossóis (CFC) é o grande destruidor da camada de ozônio.
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Deixando as divergências dos especialistas no assunto, o fato é que é preciso pensar em atitudes concretas para reverter ou pelo menos tentar adiar esta situação. O mínimo que empresas podem fazer atualmente é adequar-se a uma norma chamada de ISO 14001, relativa a gestão ambiental. Ela especifica os requisitos mais importantes para identificar, controlar e monitorar aspectos do meio ambiente de qualquer organização, como administrar e adequar o processo de gestão ambiental.
Parece que já estão pensando sobre AG neste instituto porém antes de se definir Quem, Quando, Onde e outras Diretrizes é importante e salutar para todos que se comece a AGIR quanto aos resíduos já existentes. Também é necessário AGIR com relação às contratações de fornecedores.
Podemos inicialmente, contratar e exigir nas licitações que os fornecedores sejam responsáveis pelos resíduos formados pelos itens adquiridos anteriormente. Assim, para se fornecer novos equipamentos, os fornecedores devem “LEVAR” os equipamentos antigos, em desuso ou obsoletos de forma que o instituto não seja obrigado a licitar empresas de reciclágem.
A preocupação pelo armazenamento desses equipamentos obsoletos geram atividades que não necessáriamente estão dentro das metas finalísticas do instituto.
Algumas empresas podem ser responsabilizadas por essas atividades dentro do instituto, se bem contratadas. Depende apenas da iniciativa e criatividade do pessoal que administra isso.
Se o administrador é “vagaroso” a direção deve substituí-lo por quem se “atira” em prol do objetivo do processo de TI Verde. Esse título pode ser mais abrnagente quanto se queira, dependendo da seriedade com que seja tratado esse assunto junto à direção.
Veja como foram tratados esse assunto em algumas empresas.
Para garantir o certificado, todas as áreas da companhia são envolvidas. Neste caso, o CIO ou o gerente de infra-estrutura de TI acaba sendo o responsável pelos resíduos gerados pela sua área. A fabricante de automóveis General Motors recebeu seu certificado mundial em 2001. Desde então, vem mantendo sua gestão ambiental por meio de iniciativas básicas, como instalação de coleta seletiva de lixo.
Neste processo, a área de tecnologia tem enorme impacto. “Esta política de tratamento de resíduos está no DNA de uma empresa como a nossa, que tem processos sofisticados de manufatura”, ressalta Hélio Silva, diretor de TI da General Motors do Brasil. O responsável pela manutenção da ISO 14001 em seu departamento é Douglas Barul, gerente de infra-estrutura.
Mão na massa
De acordo com Barul, o departamento se desfaz, em média, de 1,4 mil computadores, 25 servidores e 400 celulares ao ano. Cada tipo de equipamento tem um tratamento diferente. Celulares e aparelhos blackberry são devolvidos à Siemens, que trata de redistribuir aos fabricantes, como Motorola ou Nokia.
Os notebooks e nobreaks são entregues ao terceirizador (integrador que já é responsável pela área de TI) e que faz todo o processo de desmantelamento e distribuição de sucata e matéria prima.
Computadores desktop, impressoras e servidores são comprados no sistema de leasing e devolvidos aos fabricantes HP, IBM e Dell. “A responsabilidade que os terceiros têm conosco é contratual. Eles precisam garantir que estão tratando os resíduos de forma que o impacto no ambiente seja mínimo”, ressalta Barul.
Outro ponto importante ressaltado pelo executivo é a educação ambiental, feita por meio de campanhas para funcionários. Por meio de cartazes, intranet e e-mails internos, a companhia mantém os empregados atentos ao baixo consumo de energia. “Mas não basta fazer a campanha, é preciso ter um líder forte que convença as pessoas de fato”, explica Silva. Por conta disto, a iniciativa tem um líder considerado um executivo influente na empresa. Trata-se de José Eugênio Pinheiro, diretor executivo de manufatura para América Latina, África e Oriente Médio.
Outras atitudes para reduzir o consumo de energia são programar as impressoras para imprimir em frente e verso (padrão da rede) e ainda imprimir duas páginas em uma, se for possível. Os faxes serão feitos via computador e sem a utilização de papel. “Todos os modelos de equipamentos que gastam menos energia acabam sendo a primeira escolha, na hora de comprar algo novo”, acrescenta Barul. Atualmente, o executivo está fazendo a análise do retorno para investimento em monitores do tipo LCD. Atualmente, este equipamento é mais caro do que o equipamento convencional, mas a redução do custo com energia pode compensar a compra.
Na onda do mercado
De fato, fabricantes de servidores, computadores, nobreaks e equipamentos de infra-estrutura em geral têm se preocupado em lançar sua linha “verde”. Deixando de lado o fato de que é uma sacada de marketing aproveitar que a preocupação ambiental é tema da moda, fabricantes como Dell, IBM ou APC vêm batendo na tecla da economia de energia. Redução de custos é, por si só, um tema que atrai compradores corporativos. Mas o apelo ambiental tem contado pontos na hora da escolha. A própria GM é prova disto.
A APC tem investido em equipamentos de infra-estrutura com sistema de refrigeração sofisticado, o que acaba reduzindo o aquecimento geral provocado pelas máquinas e, conseqüentemente, economizando energia gasta pelo ar condicionado. Monitores LCD também são menos agressivos ao ambiente do que os convencionais.
A forte tendência em computação móvel acaba levando mais pessoas a substituírem PCs convencionais por notebooks. O grande desafio na indústria de notebooks é a bateria, que está cada vez mais sofisticada. Por outro lado, fabricantes trabalham na direção de fazer a máquina ser econômica, de forma que gaste pouca bateria. Tudo isto traz vantagens ao meio ambiente.
Cidadania em TI
Há empresas que estão buscando a certificação ISO 14001. Conscientes do impacto ambiental dos resíduos eletroeletrônicos, CIOs mudam sua postura em relação à implementação desta norma. Reinaldo Lorenzato, gerente de TI da Sonopress (um dos maiores fabricantes de mídia digital do mundo), não faz parte formalmente da equipe que está atuando na ISO 14001. No entanto, decidiu envolver-se no projeto por perceber que sua área é uma grande produtora de resíduos com grande impacto ambiental.
“Hoje, é muito comum fazermos a disposição de equipamentos antigos para quem compra, desmantela e revende peças. Mas esta não é a melhor solução”, admite Lorenzato. De fato, para conquistar o certificado oficial, a empresa precisa garantir que a sucata está indo para o lugar certo, onde será reciclada, e não está sendo jogada em um terreno baldio qualquer.
Na área de tecnologia da Sonopress, são dispensados cerca de 125 computadores obsoletos ao ano. “Temos uma empresa que cuida de pilhas, baterias e metais pesados. Isto está garantido. Mas quero buscar empresas sérias que cuidem de outras coisas, como carcaça de impressora e nobreaks”, exemplifica o executivo.
“O cobre, metal presente em placas de circuito impresso, é um material nobre e pode ser reciclado”, enfatiza. Anualmente, a Sonopress produz 900 quilos de papel, cerca de 45 monitores, 180 tonners, entre outros materiais – não entram nesta conta os valores gerados pela produção (fábrica).
Uma das exigências da ISO é que as empresas contratadas para retirar os resíduos comprovem e atestem sua responsabilidade com relação ao destino dos materiais por até cinco anos. Se a empresa não garantir isto, não conseguirá ser homologada.
Entre os objetivos da Sonopress para adequação à norma ISO 14001 está a redução da impressão e disposição de resíduos – diminuindo custos diretos.
Vale lembrar que a Sonopress tem uma fábrica em Manaus. “A preservação da Amazônia é hoje foco de atenção mundial e uma empresa socialmente responsável não pode ser indiferente ou insensível ao tema”, finaliza o executivo.
SJC, 10 de abril de 2007
Publicado por lacm
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